
Julio Bernabé — Psicólogo, Escritor e Pensador
Psicólogo clínico, escritor e pensador inquieto. Aqui compartilho reflexões sobre o humano, o cotidiano, o sofrimento e o sentido — sempre em busca de encontros que nos devolvam à vida real. Este espaço é feito para quem deseja pensar com profundidade, sentir com coragem e transformar com afeto.
Formei-me em Psicologia em 1995 e desde então venho trilhando um caminho profundamente ligado à escuta e à experiência humana. Atuei por muitos anos em hospitais, onde aprendi, na prática, o valor da presença e da empatia diante da dor e da complexidade de cada pessoa. Durante mais de oito anos, também fui professor universitário — uma das etapas mais ricas da minha trajetória, onde o aprendizado era sempre de via dupla.
Em 2016, deixei o Brasil e vim com minha família para a Espanha — uma decisão difícil de explicar. Eu buscava algo novo, diferente. Escolhemos Granada não apenas por sua beleza, mas por uma ligação ancestral: sou de origem espanhola, ainda que isso, até então, fosse apenas um traço distante da minha história. Não sabíamos se ficaríamos, mas ficamos. O processo de convalidação da minha formação é burocrático, mas isso nunca se tornou um problema, pois eu estava justamente em busca de uma nova maneira de viver e me reconectar com o mundo.
A paixão pelo ciclismo — antiga e quase terapêutica — abriu um novo caminho. Junto da minha esposa, Gizele, criamos a Attraversiamo, uma experiência diferente e acessível voltada aos turistas que visitam Granada. Inspirados pelo livro Comer, Rezar e Amar, passamos a levar pessoas para conhecer lugares únicos na Sierra Nevada, conectando natureza, corpo e presença. Foi um projeto que uniu movimento, encontro e propósito.
Com a Attraversiamo já consolidada, decidi me aproximar de uma área da psicologia que até então me era desconhecida: a Psicologia do Esporte. Fiz um mestrado nessa área, inicialmente para não ficar parado — mas acabei descobrindo ali um universo fascinante sobre motivação, superação e saúde mental.
Agora, volto a uma antiga paixão: a escrita. Depois de anos de transição, retomo o hábito de pensar e escrever sobre o humano — suas dores, buscas, afetos e contradições. Escrever, pra mim, é uma forma de reconciliação com o que ficou guardado. É abrir a gaveta e permitir que o que estava adormecido volte a respirar.
